Percurso Pedestre Serra da Lua - Arrimal

Serra da Lua - ArrimalTipo de percurso: Circular, pedestre

Extensão aproximada: 6 Km

Duração aproximada: 3 Horas

Ponto de partida: Parque de Campismo do Arrimal

Ponto de chegada: Parque de Campismo do Arrimal

Tipo de piso: caminhos de terra batida, carreteiros, troço alcatroado

Grau de dificuldade: baixo

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Precauções e Normas de Conduta

Código de Conduta do PNSAC

 

 

 

Descrição:

Este percurso torna-se interessante pela presença de uma intervenção escultórica em forma de espiral, inscrita na encosta desta serra ou pela Lagoa Pequena onde podemos encontrar a lentilha-de-água e, nas margens, a tábua, que se evidencia pelo porte e pelo aspecto de charuto das suas inflorescências. Quanto à fauna, a rã verde, a salamandra-dos-poços, a cobra-d'água-viperina, a galinha-de-água e o mergulhão pequeno são algumas das espécies mais comuns que podemos encontrar nas lagoas.

Merece, também, destaque a existência de duas espécies de carvalhos: o negral e o cerquinho junto às quais se reúne uma diversidade de avifauna peculiar. O torcicolo, o papa-figos, o chapim-azul, a toutinegra-de-barrete-negro, o pisco-de-peito-ruivo, a felosa-comum, o tentilhão, a tordoveia, o tordo, o gaio, o pica-pau-verde e a carriça são alguns exemplos.

O coberto vegetal que domina as encostas e as cumeadas é consequência do uso intenso do solo, arranque do mato, queimadas e pastoreio. Está dividido por chousos e a comunidade vegetal é dominada por matos baixos acompanhados por uma diversidade considerável de herbáceas nas quais se destacam as orquídeas. Aqui é o reino da gralha-de-bico-vermelho, da laverca, e de algumas aves de rapina, como a águia-cobreira, a águia-de-asa-redonda e o peneireiro-de-dorso-malhado.


Pontos de Interesse:

Lagoa Pequena: A Lagoa Pequena é um exemplo, dos vários existentes na região, de armazenamento de águas pluviais utilizadas para apoio às antigas populações, como bebedouros para os animais e gado e uso doméstico.

Poços das Lagoas: Junto das lagoas encontram-se vários poços de pedra calcária, dos quais se desconhece a idade, e que desde sempre serviram as populações na recolha de água para as lides domésticas.

Casebres: dentro dos limites das propriedades agrícolas descobrem-se, muitas vezes, pequenos casebres de pedra. Muitas vezes apenas com uma abertura, estas casinhas serviam de apoio aos agricultores e de arrumação aos seus utensílios e ferramentas de trabalho.

Curiosidade: Reza a lenda que “Na Serra da Lua existia um único ponto de onde eram observáveis as torres de três igrejas: de Serro Ventoso, da Mendiga e de Monsanto. Segundo a lenda, quando em noites de lua cheia se coloca no local um cincaimão, materializado por corda ou cordel de trovisco ou alfavaca, de modo que três pontas consecutivas daquele símbolo apontem para as três torres, um cabrito de oiro vem aí repousar no seu abrigo subterrâneo. A chegada deste é precedida de uma brisa forte e de uma curta duração. Se o cincaimão estiver corretamente montado e as pessoas não se assustarem, o cabrito não dá pela sua presença e, saltando exatamente para o centro do símbolo, some-se para o seu abrigo.
Da tradição oral recolhe-se ter havido já várias tentativas para o apanhar, todas elas falhadas. Quem algum dia o tentou, sempre foi detetado pelo cabrito, o qual o desmemoriou para que ninguém saiba do seu paradeiro exato. Daí, o dizer-se que quem lá foi soube o caminho da ida mas não o do regresso.” (in “Porto de Mós e seu termo”, António Martins Cancela, 1977).

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