Peça do Mês de Fevereiro
área de conteúdos (não partilhada)Denominação: Pontificale Romanum
Datação: MDCCXL ( 1740)
Material: papel e pele
Nº inventário: 37
Doadora: Hermínia da Silva Rosa
Embora o dia 14 de fevereiro seja, na nossa tradição, mais associado ao Amor, no próximo dia 14 também se assinala, de forma menos conhecida, o Dia Internacional da Doação de Livros. Para celebrar esta data, destacamos a obra Pontifício Romano (Pontificale Romanum), nas revisões de Clemente VIII e Urbano VIII, impressa em Veneza pela Tipografia Balleoniana. Trata‑se do livro litúrgico latino‑católico que reúne os ritos reservados aos bispos, e que pertenceu ao Padre Joaquim Vieira da Rosa, nascido a 6 de janeiro de 1866 na freguesia de Alqueidão da Serra, concelho de Porto de Mós, e falecido a 20 de agosto de 1938.
Esta obra descreve detalhadamente os ritos episcopais, a sagração de igrejas, bênçãos solenes e a administração das ordens sagradas, refletindo a tradição litúrgica romana do século XVIII. É, por isso, um testemunho direto de práticas religiosas que marcaram profundamente a vida espiritual e cultural da época.
A divulgação de obras como esta torna-se essencial, independentemente do seu género literário, pela forma como permite encontrar com detalhe, um pouco da história da religião e da forma como é vivida. Muitos livros com séculos de história permanecem esquecidos em estantes particulares, considerados desatualizados ou sem utilidade prática. Sem consciência do seu valor patrimonial, correm o risco de se perder definitivamente, sobretudo quando os herdeiros desconhecem ou não reconhecem a sua importância.
Felizmente, esta obra encontrou uma doadora sensível ao seu significado, que decidiu entregá‑la ao museu juntamente com outras peças pertencentes ao Padre Joaquim. A doação ocorreu em 1989, ano da inauguração do museu, tornando‑se uma das primeiras peças a integrar o acervo. Com os seus 286 anos, constitui hoje um testemunho raro da liturgia católica da época.
Ao divulgarmos esta obra como Peça do Mês, estamos simbolicamente a “doar‑vos” o conhecimento da sua existência. Trata‑se de uma fonte direta e autêntica da tradição litúrgica romana, cujo valor histórico merece ser preservado e partilhado.
Museu Municipal de Porto de Mós

