Festival Teatro de Rua - 11ª Edição
área de conteúdos (não partilhada)O Festival de Teatro de Rua de Porto de Mós está de regresso para a sua 11.ª edição, entre os dias 26 de julho e 9 de agosto, levando à Praça da República, sempre às 21h30, seis espetáculos inéditos apresentados por vários dos grupos de teatro amador do concelho, sob coordenação do Leirena – Teatro.
Promovido pelo Município de Porto de Mós, o festival tem como principal objetivo apoiar, promover e valorizar os grupos de teatro amador residentes no concelho, incentivando a criação artística, a formação contínua dos seus elementos e a preservação da identidade cultural local.
Mais do que um ciclo de espetáculos, o Festival de Teatro de Rua constitui um espaço de recuperação e valorização das tradições, hábitos e costumes do concelho. Cada peça apresentada resulta de um trabalho de investigação e recolha junto da comunidade, transformando memórias, histórias e vivências em criações originais que chegam ao público através do teatro.
A edição deste ano tem como tema "Encontro de Culturas", refletindo a crescente diversidade cultural que caracteriza o concelho e o país.
Nos últimos anos, Porto de Mós tem assistido à chegada de novas comunidades estrangeiras, que hoje fazem parte integrante da vida do concelho. Atualmente, mais de 50 nacionalidades contribuem diariamente para o desenvolvimento do território, reforçando o tecido económico, dinamizando o comércio local, enriquecendo a comunidade escolar e ajudando a construir um concelho mais inclusivo e diverso.
Esta realidade inspirou a temática da presente edição, que pretende celebrar a multiculturalidade e promover a reflexão sobre o acolhimento, a convivência e a riqueza que nasce do encontro entre diferentes culturas.
Todos os espetáculos têm entrada livre e decorrem na Praça da República, às 21h30.
Com esta iniciativa, o Município de Porto de Mós reafirma a aposta na cultura como instrumento de participação, inclusão e valorização da identidade local, convidando toda a comunidade a assistir a uma edição que celebra a diversidade, o diálogo e o poder do teatro enquanto espaço de encontro entre pessoas e culturas.
Assim, a edição de 2026 contará com a participação dos seis grupos de teatro do concelho, que apresentarão espetáculos originais:
26 JULHO
VENDE-SE
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Teatr'Ambu - Grupo de Teatro de São Jorge
Na tranquila vila de Casal Borrego, onde os dias passam ao ritmo de rotinas bem conhecidas e de vidas aparentemente pacatas, um acontecimento inesperado vem abalar a serenidade da comunidade: a aldeia está à venda. Ao mesmo tempo, uma filha da terra regressa às suas origens, enquanto novas pessoas chegam à vila, trazendo consigo diferentes culturas, sonhos, interessese formas de ver o mundo.
Entre encontros improváveis, mal-entendidos, rivalidades e momentos de grande cumplicidade, os habitantes veem-se obrigados a reinventar a sua forma de viver em comunidade. Numa sucessão de situações tão emocionantes quanto caricatas, Casal borrego transforma-se num lugar cheio de vida, onde o passado e o futuro se cruzam de forma inesperada.
Uma comédia repleta de humor, emoção e crítica social que nos faz refletir sobre o verdadeiro valor de uma terra: não o que ela custa, mas as pessoas que a tornam um lar.
31 JULHO
BEM-VINDOS (WELCOME, BIENVENIDOS, BIENVENUE)
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Teatro Olaré - Grupo de Teatro de Serro Ventoso
Se há coisa de que o nosso país se orgulha, é da forma como recebe as pessoas.
Quando um episódio de discriminação ameaça manchar a imagem da comunidade, a Administração local reage da forma mais eficaz possível. A partir daí a interculturalidade torna-se motivo de competição. As boas intenções e a vontade de ganhar confundem-se, e desconhecidos passam a bons vizinhos.
Uma sátira sobre a nossa capacidade de celebrar a diferença sem nunca a querer conhecer.
01 AGOSTO
ELES VÊM DE LONGE... ENTRE CAMINHOS... VIEMOS DE LONGE
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Os Miúdos da Serra - Grupo de Teatro do Alqueidão da Serra
Rua do Benformoso, dia 19 de dezembro de 2024.
Chamo-me Kadijah, sou uma adolescente do Sudão do Sul. Eu não existo. A não ser nesta história.
Quando eu falo ninguém me percebe. Não falo a vossa língua. Os outros não me vão perceber. Mas vocês sim. E vocês são as pessoas que eu quero que me ouçam. Viajo entre fashbacks e o presente, onde vos levarei numa travessia desde o nordeste de África até Lisboa. Cruzando-me com outras personagens com o mesmo sonho, a procura de uma vida melhor na Europa.
Todos eles vêm de longe... entre caminhos... viemos de longe.
2 AGOSTO
A REPÚBLICA - BISTRÔ & RESTAURANTE![]()
Juncateatro - Grupo Regional do Juncal
Bem-vindos A REPUBLICA - Bistro & Restaurante. Como menu do dia temos como entrada creme de boatos com crocante de intrigas. Como prato principal, uma cozinha multicultural onde cozinheiros, empregados de mesa e chefias discutem mais do que trabalham, transformando cada serviço numa autêntica sessão parlamentar. Entre alianças, conspirações, jogos de poder e receitas vindas dos quatro cantos do mundo, ninguém sabe quem manda... mas todos têm uma opinião. Como acompanhamento, diversidade cultural salteada em lume brando. I sobremesa, banana split à Casa. Ou seja, à República das Bananas. Para terminar, um café servido sem consenso.
Assinado a gerência,
A REPÚBLICA - BISTRÔ & RESTAURANTE
8 AGOSTO
RE-UNIÃO
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Um Par de Cinco - Grupo de Teatro de Mira de Aire
Uma reunião extraordinária ameaça ditar o fim de um grupo de teatro amador. Entre memórias, discussões e diferentes formas de olhar o futuro, os elementos do grupo procuram responder a uma pergunta fundamental: porque continuam a fazer isto? Da tentativa de criar um último espetáculo nasce a história de um prédio, onde diferentes formas de viver, pensar e pertencer entram em confronto durante a preparação de uma festa comunitária. Uma comédia sobre convivência, identidade e comunidade.
9 AGOSTO
OS INQUIETADORES
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Trupêgo - Grupo de Teatro de Porto de Mós
A Fundação Nacional da Memória, gerida por uma das famílias mais influentes do país, dedica-se à preservação da cultura e da História de Portugal, mas uma descoberta inesperada vem inquietar tudo aquilo que parecia certo. Afinal, aquilo que a História recorda é tão importante como aquilo que escolhe esquecer.

