Jornadas de Proteção Civil reforçam articulação com o setor social
área de conteúdos (não partilhada)Porto de Mós acolheu uma sessão das Jornadas de Proteção Civil para o Setor Social, uma iniciativa da Segurança Social de Leiria que está a percorrer o distrito de Leiria com o objetivo de reforçar a articulação entre entidades e melhorar a capacidade de resposta em situações de emergência.
A sessão reuniu responsáveis institucionais e técnicos de diferentes áreas, sublinhando a importância da cooperação entre Proteção Civil, Segurança Social, municípios e instituições sociais, num contexto marcado por desafios crescentes, nomeadamente ao nível dos incêndios rurais e fenómenos climáticos extremos.
Na abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, destacou a pertinência da iniciativa, felicitando a Segurança Social pela sua dinamização. O autarca alertou para os riscos associados ao verão que se aproxima, com previsões de temperaturas elevadas, referindo que “depois da tempestade não vem a bonança”, numa alusão ao aumento do perigo de incêndios. Sublinhou ainda o papel da Segurança Social no apoio a famílias, empresas e instituições, bem como a forte articulação com as autarquias.
O Diretor do Centro Distrital da Segurança Social, João Paulo Pedrosa, destacou as medidas de apoio implementadas, nomeadamente isenções de contribuições para empresas e IPSS, bem como apoios diretos a famílias para aquisição de bens essenciais, como eletrodomésticos e medicamentos, com valores entre os 500 e os 1100 euros. Enfatizou também a importância do trabalho em rede, que esteve na base da realização destas jornadas.
Por sua vez, o Comandante Sub-regional da ANEPC, Carlos Guerra, referiu que o setor social foi fortemente testado, não só pelos danos nas infraestruturas, mas também pela resposta necessária às populações e às próprias instituições. Destacou o papel decisivo das autarquias, que atuaram de forma imediata, e alertou para uma nova realidade florestal na região, marcada pela perda de acessos e caminhos rurais, o que poderá dificultar a prevenção e o combate aos incêndios. Informou ainda que estão em curso esforços para reforçar meios humanos e operacionais.
Durante a sessão, foi apresentado o Plano Municipal de Proteção Civil, pelo coordenador Nuno Oliveira, que informou que o documento, atualmente em revisão (a versão em vigor data de 2014), deverá ser submetido a aprovação ainda no primeiro semestre de 2026.
Seguiu-se a apresentação do Projeto Radar Social de Porto de Mós, apresentado por Janine Marques, coordenadora do projeto e Viviana Ferreira, técnica superior de geografia financiado pelo PRR, que já ultrapassou as metas inicialmente definidas, tendo identificado 110 pessoas em situação de vulnerabilidade, das quais 95 foram encaminhadas para respostas adequadas. No âmbito deste projeto foi ainda criada uma plataforma de georeferenciação para o setor social disponibilizada no site do município.
O programa incluiu ainda uma abordagem ao tema “O papel da Segurança Social na resposta a incêndios rurais”, com a intervenção das Oficiais de Ligação da Segurança Social no CCO – Elisabete Moita e Fátima Oliveira - que partilharam experiências práticas, abordando a articulação entre entidades, a gestão de equipas e a resposta em contexto real, promovendo a troca de conhecimento entre os participantes.
A sessão encerrou com a Vereadora da Ação Social, Telma Cruz, reforçando a importância do trabalho em rede na construção de comunidades mais resilientes, preparadas e capazes de responder eficazmente a situações de emergência.

